Principais doenças que os peixes podem ter

Principais doenças que os peixes podem ter

Agora que você, caro(a) leitor(a) do Blog Escola de Aquário, já se aprofundou em parâmetros no Aquarismo, cuidados com o seu aquário, manutenção, conheceu um pouco sobre a História do Aquarismo e aprendeu a montar o seu primeiro aquário, chegou a hora de saber quais são as principais doenças que os peixes podem ter.

Este artigo destina-se a todos os aquaristas, laguistas e entusiastas na criação de peixes. Sua leitura é de extrema importância para tornar a vida dos seus peixinhos mais duradoura. Iremos listar as principais doenças, suas causas, sintomas e tratamento.

No entanto, antes de falarmos das doenças é muito importante ressaltar que cerca de 80% da saúde do peixe está relacionada com a qualidade da água, por isso é muito importante realizar as manutenções preventivas e testes dos parâmetros. Outro ponto que pode fazer toda a diferença no seu aquário é utilizar uma quarentena, que pode ser composta por um simples aquário (apenas vidro), termostato com aquecedor, termômetro e um compressor de ar. Os peixes novos vão ficar nesta quarentena por aproximadamente 21 dias (no mínimo) e se não apresentarem nenhuma doença, só depois deste período é que eles entram no aquário principal.

1. Ictio

O que é e causas: Também chamado de “doença dos pontos brancos”. O Íctio é causado pelo protozoário Ichthyophthirius multifiliis e pode ser fatal. Se não houver tratamento imediato, ele pode chegar a matar todos os peixes do seu aquário. Geralmente é causada pela inserção de um corpo já contaminado, seja ele um peixe, uma areia ou um enfeite. Ao inseri-lo no aquário, a doença se espalha entre os peixes até então saudáveis. A má limpeza (ou falta de manutenção) do aquário é outro fator de risco. Fungos, bactérias e protozoários se desenvolvem rapidamente se não houver a correta limpeza do aquário, pois isso pode causar uma piora na qualidade da água que gera um estresse no peixe e diminui a imunidade, podendo dar início a um quadro de infecção.

Sintomas: O peixe fica tomado por pontos vermelhos ou transparentes que logo se tornam brancos. Eles sentem muita coceira, começam a raspar nas rochas, enfeites e plantas. Em casos mais graves, podem até ficar paralisados devido à dificuldade de nadar e respirar.

Tratamento: Geralmente é feito com medicamentos parasiticidas (Formol, Verde de Malaquita e Cobre) que devem ser aplicados diretamente na água em intervalos de 48 horas. Altere as condições do aquário para temperaturas entre 27º e 30º C (alta temperatura além de melhorar a resposta imune do peixe, acelera o ciclo do parasita e torna o tratamento mais eficiente). Você pode utilizar também sal grosso (sem iodo) para diminuir o estresse do peixe e potencializar o tratamento. Mas deve se atentar se o peixe que você vai tratar tolera sal grosso e qual a quantidade adequada para o volume de água. Altere também o fluxo de água que impeça a reprodução do parasita. Caso a doença esteja em estado avançado, recomendamos procurar a ajuda de um especialista.

Medicamentos relacionados: Labcon Ictio e Atlantys Parasiticida.

2. Oodinium

O que é e causas: O Oodinium é uma doença causada pelo protozoário Piscinoodinium pillulare. Variações bruscas em qualquer um dos parâmetros de qualidade da água (pH, temperatura, amônia e nitrito) estressam os peixes, alterando seu metabolismo e diminuindo sua resistência imunológica.

Sintomas: Também chamado de “doença do veludo”. O peixe fica tomado por pontos brilhantes, semelhantes a gotinhas douradas aveludadas.

Tratamento: É utilizado o medicamento Labcon Íctio, seguindo as recomendações da bula. Além disso, os peixes em tratamento devem ser alimentados com Alcon Guard Thymus e Alcon Guard Herbal. Você pode utilizar também sal grosso (sem iodo) para diminuir o estresse do peixe e potencializar o tratamento. Mas deve se atentar se o peixe que você vai tratar tolera sal grosso e qual a quantidade adequada para o volume de água.

Medicamentos relacionados: Atlantys Oodinicida.

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3. Costiose

O que é e causas: Dentre as principais doenças que os peixes podem ter, a costiose (também conhecida como Ictiobodose necator) é um dos mais comuns. É causada pelo protozoário Ichthyobodo necator, que pode ser trazido para seu aquário ao introduzir peixes já doentes.

Sintomas: Os sintomas vão desde um corpo opaco até lesões hemorrágicas na pele nos estágios mais avançados da doença, que pode ficar em carne viva. Os primeiros (e marcantes) sinais da doença são a mudança repentina de comportamento dos peixes infectados, que ficam nervosos, apáticos e com as nadadeiras fechadas.

Tratamento: Essa doença pode ser fatal caso não seja observada logo no início. Podemos utilizar Sal Grosso, Formol, Permanganato de Potássio, Metronidazol. A principal recomendação é consultar um especialista. Outras doenças apresentam os mesmos sinais clínicos do Ictiobodose necator.

Medicamentos relacionados: Labcon Ictio e Atlantys Parasiticida

4. Lernaea cyprinacea

O que é e causas: É conhecido como “Verme ncora” pois se fixa ao peixe com antenas em forma de âncora, registros históricos mostram que o Lernaea cyprinacea chegou ao Brasil por volta de 1986, trazido em lotes de carpas importadas.

Sintomas: Essa doença causa danos à musculatura dos peixes. Provoca hemorragias, anemia, necrose e inflamação local. Além disso, podem ocorrer infecções secundárias por fungos e bactérias na região afetada. É possível observar os parasitos fixados na pele do peixe. Normalmente, você percebe que se forma uma pequena reação inflamatória no local onde a lernea está fixada, podendo ser notado o corpo deste parasita. Você pode realizar a remoção manual dos vermes adultos com uma pinça, puxando cuidadosamente para não estressar o peixe, assim que às âncoras se soltam da pele, fica fácil entender o nome popular deste patógeno.

Tratamento: Os métodos de tratamento no controle do Lernaea cyprinacea podem ser complexos e causar lesões irreversíveis nos peixes (Diflubenzuron), por isso, o melhor a fazer é consultar um especialista. Você pode utilizar também sal grosso (sem iodo) para diminuir o estresse do peixe e potencializar o tratamento. Mas deve se atentar se o peixe que você vai tratar tolera sal grosso e qual a quantidade adequada para o volume de água.

Medicamentos relacionados: Nenhum.

5. Monogenea

O que é e causas: Comumente encontrados como ectoparasitos nas brânquias, na pele e nas nadadeiras de peixes. A Monogenea se desloca sobre a superfície do corpo do peixe, se alimentando de sangue e tecidos mortos. Pode ser uma doença fatal.

Sintomas: Os principais sinais clínicos são irritação e esfoliação no local afetado. A observação dessa doença pode ser feita pelo aumento da produção de muco. O peixe infectado pode morrer por asfixia devido à alta quantidade de parasitas alojados em brânquias, o que compromete a respiração. Outros sintomas são hemorragia e aumento de tamanho dos filamentos branquiais (observado em microscópio).

Tratamento: Formol, Cobre, Praziquantel, Mebendazol, Fenbendazol, Cloramina T, Peróxido de Hidrogênio. Você pode utilizar também sal grosso (sem iodo) para diminuir o estresse do peixe e potencializar o tratamento. Mas deve se atentar se o peixe que você vai tratar tolera sal grosso e qual a quantidade adequada para o volume de água. Assim como as demais doenças listadas neste artigo, a recomendação é buscar ajuda a um especialista.

Medicamentos relacionados: Labcon Ictio, Atlantys Parasiticida.

6. Fungos

O que é e causas: Trata-se de um grupo de organismos chamados heterotróficos. Os fungos utilizam matéria viva ou morta para crescimento e reprodução, e costumam atacar peixes quando estes estão estressados ou doentes. As causas são muitas, indo de falhas nutricionais a condições ambientais inadequadas, de má qualidade da água a condições higiênicas sanitárias deficientes.

Principais doenças por fungos: Saprolegniose (micoses dérmicas), Branquiomicose e Ictiofiríase.

Sintomas: Cada doença causada por fungos possui sintomas distintos, mas em todas elas o peixe apresenta lesões nas guelras e mudança repentina em sua cor. Outro ponto importante é observar que a multiplicação dos fungos causa a formação de uma estrutura semelhante a algodão, fazendo com que o peixe acometido fique com pequenos “tufos de algodão” espalhados pelo corpo.

Tratamento: Geralmente, são utilizados produtos desinfetantes à base de iodo e cloro, em forma de banho em um aquário separado dos demais peixes. Outros tratamentos incluem sal e produtos químicos como permanganato de potássio, azul de metileno, formalina, sulfato de cobre e verde de malaquita. Como sempre alertamos, a nossa recomendação é que você procure ajuda junto a um especialista.

Medicamentos relacionados: Labcon Aqualife, Atlantys Bactericida e Fungicida.

7. Bactérias

O que é causas: Estima-se que mais de 50 espécies de bactérias estão associadas a doenças em peixes marinhos e de água doce. Pseudomonas, Aeromonas, Edwardsiellosis, Vibrio e Pasteurella são provavelmente os principais tipos de bactérias. As causas são basicamente as mesmas das demais doenças: parâmetros de qualidade da água (pH, temperatura, amônia e nitrito) incorretos e má higienização do aquário, o que leva os peixes a ficarem estressados, tornando-se vulneráveis a doenças.

Sintomas: Algumas doenças por bactérias causam septicemias hemorrágicas agudas, fazendo com que o peixe apresente cor escura com hemorragias irregulares na superfície do corpo e na base das nadadeiras. Já outras, como a Edwardsiellosis, é marcada pela formação de abscessos na região da cabeça e do base da cauda, além de lesões na pele e em órgãos internos em algumas espécies de peixes.

Tratamento: Caso o peixe ainda esteja em condições de se alimentar, é feito tratamentos com antibióticos ou sulphonamidas. Melhorar os parâmetros da qualidade da água e controlar a temperatura também ajudam. A recomendação, no entanto, é sempre consultar um especialista. Você pode utilizar também sal grosso (sem iodo) para diminuir o estresse do peixe e potencializar o tratamento. Mas deve se atentar se o peixe que você vai tratar tolera sal grosso e qual a quantidade adequada para o volume de água.

Medicamentos relacionados: Labcon Bacter, Atlantys Bactericida e Fungicida.

8. Degeneração das nadadeiras

O que é e causas: Também conhecida como podridão das nadadeiras, é uma doença extremamente comum. É causada pela proliferação de bactérias como Cytophaga psychrophila, Pseudomonas fluorescens e Aeromonas hyhila.

Sintomas: Os primeiros sinais clínicos são marcados pela presença de manchas brancas leitosas nas nadadeiras. Essas manchas evoluem até chegar ao apodrecimento dos tecidos das nadadeiras.

Tratamento: É feito à base de medicamentos bactericidas em cápsulas, que são diluídos em um copo com água do próprio aquário. Recomendamos que o tratamento seja feito em um aquário separado, evitando assim que o medicamento mate as bactérias benéficas ao ecossistema, tão importantes para a filtragem biológica. Você pode utilizar também sal grosso (sem iodo) para diminuir o estresse do peixe e potencializar o tratamento. Mas deve se atentar se o peixe que você vai tratar tolera sal grosso e qual a quantidade adequada para o volume de água.

Medicamentos relacionados: Labcon Bacter e Atlantys Bactericida e Fungicida.

Principais doenças que os peixes podem ter

Esperamos que este artigo sobre as principais doenças que os peixes podem ter seja de grande utilidade. Semana que vem estaremos de volta com mais um artigo muito especial. E não deixe de comentar sobre o que você achou deste artigo!

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