Como montar um aquário marinho – Parte 2/2

Como montar um aquário marinho - Parte 2/2

Vamos continuar com nosso especial sobre Como montar um aquário marinho – Parte 2/2? Na semana passada, nós demos uma geral nos principais tipos de aquário marinho, compatibilidade entre as espécies, parâmetros, iluminação e muito mais. Caso você não tenha visto, clique no link abaixo e boa leitura!

Como montar um aquário marinho – Parte 1/2

Como montar um aquário marinho – Parte 1/2

Encerrando nosso especial, vamos falar sobre:

– Principias espécies de peixes
– Principias espécies de corais
– Rochas Vivas
– Temperatura
– Filtragem
– Circulação de água
– Manutenção

Principias espécies de peixes

Principais espécies de corais

Rochas vivas

Parte fundamental do equilíbrio do ecossistema, as rochas vivas ajudam na conservação de matéria orgânica, na alimentação de peixes e corais, além de serem uma forma de filtragem devido à sua colonização de bactérias. Essas bactérias acabam ajudando na estabilidade química e térmica da água.

Outra característica marcante das rochas vivas é que elas representam um ambiente seguro para o desenvolvimento de corais, crustáceos, peixes, plâncton, micro-organismos e outros.

Recomendamos o uso de ao menos 1kg de rocha para cada 8 litros de aquário, mas pode variar dependendo do Layout desenvolvido.

Temperatura

No oceano, a temperatura em que os corais vivem é em torno de 25 a 27o C, e como o Brasil é um país tropical onde a temperatura do ar passa facilmente de 32oC, é muito comum os aquários atingirem mais de 30oC principalmente no verão.
Essa temperatura elevada não é tão estressante para os peixes quanto para os corais. Se mantivermos a temperatura de nosso aquário muito acima de 27oC será bem provável que os corais irão morrer, por isso, recomendo manter a temperatura em torno de 26 a 27oC.

Existem 2 equipamentos essenciais para resfriar a temperatura em um aquário marinho: cooler e o chiller.

O cooler depende muito da umidade relativa do ar para resfriar e também da temperatura externa. Se a temperatura do ar e umidade estiverem altas, a sua eficiência será baixa. Um bom exemplo é quando ligamos um ventilador em noites quentes, ele apenas ventila o ar quente e não consegue resfriar o ambiente.

Já o chiller é um equipamento desenvolvido semelhante ao motor de uma geladeira, onde se consegue manter a temperatura do aquário ideal independente de como está a temperatura do ar, assim como um ar condicionado. É claro que é preciso calcular um equipamento que atenda o volume de água do aquário com folga. Então no clima brasileiro, em boa parte do nosso país é necessário um chiller para manter a temperatura em níveis ideais.

Em dias frios, também devemos manter no aquário o aquecedor com termostato, pois ele irá elevar a temperatura para que a mesma não diminua a níveis abaixo de 25oC. Alguns chiller possuem tanto um resfriador quanto um aquecedor, o que facilita o controle e diminui a chance de trabalhar com dois equipamentos funcionando ao mesmo tempo.

Utilize um filtro do tipo skimmer ou sump

O filtro sump é o mais comum em aquários marinhos. Podemos trabalhar de duas maneiras: você pode montar um aquário menor (sump) embaixo do aquário principal, ou pode fazer o sistema de sump interno. Ele pode se tornar uma estação de tratamento que ajuda a aumentar o volume de água no aquário. Sua maior vantagem é o espaço disponível para colocar grandes quantidades de mídias (biológicas e para filtragem química e física); equipamentos; peixes de forma temporária (refúgio), entre outros.

Em contrapartida, o fluxo é mais lento na filtragem biológica devido à sua grande área. Além disso, devido à diferença de altura entre o sump e o aquário, o sump necessita de uma bomba de recalk (retorno) mais potente do que um canister. Também é necessário fazer furos no aquário principal para a água descer para o sump e encanamento de descida e subida d´água.

Já o skimmer é um dos principais equipamentos de filtragem do aquário marinho (é mais eficiente que as mídias biológicas por remover a matéria orgânica com maior facilidade). Além de oxigenar a água, ele ajuda a remover a matéria orgânica dissolvida na água (resto de ração, fezes de peixes e outros), gordura e aminoácidos que naturalmente estragam a qualidade da água.
Porém, tem pouca afinidade com nitrato e fosfato. Desta forma pode ser que precise acrescentar um reator de Biopelletes ou Óxido de Ferro Granulado (GFO).

Circulação de água

A circulação de água tem diversas funções: ela evita o surgimento de cianobactérias, ajuda na oxigenação, leva nutrientes aos corais e evita juntar matéria orgânica nas rochas e substrato. Quanto maior a circulação em seu aquário marinho, mais saudável ele será. Recomendamos em torno de 20 vezes o volume do aquário em circulação, contando com a bomba de retorno (recalque).

Faça manutenção regularmente

A manutenção regular do aquário marinho tem a finalidade de recuperar o equilíbrio do ecossistema por meio da reposição dos elementos da água. Para manter os parâmetros da água do aquário, a água que evapora deve ser reposta com água doce filtrada com Filtro de Osmose Reversa (RO) e Filtro Deionizador (DI). Já para restabelecer os níveis de elementos necessários para peixes e corais, o ideal é que a troca de água seja feita com água salgada.

Use sal natural ou sintético específico para aquários de recife, pois esse sal já vem com todos os 70 elementos presentes na água do mar. Troque somente entre 20% e 30% da água a cada 10 ou 15 dias (aproximadamente). Vale lembrar que o sal deve ser misturado à água já filtrada por DI e RO.

Outro ponto da manutenção a ser levado em conta é em relação aos parâmetros da água. Dentre os equipamentos fundamentais para manter os parâmetros da água em um aquário marinho, estão: termostato, termômetro, chiller, densímetro, filtro e a bomba.

Para um aquário apenas de peixes (Fish Only) faça testes regulares para medir os níveis de:

– Densidade;
– pH;
– Amônia;
– Nitrito;
– Alcalinidade.

Agora para aquário de corais é importante medir:

– Temperatura;
– Densidade;
– pH;
– Amônia;
– Nitrito;
– Nitrato;
– Fosfato;
– Alcalinidade;
– Cálcio;
– Magnésio.

Mas não se assuste. Você pode começar de uma forma mais simples, com corais mais resistentes e realizando testes em lojas de aquarismo, assim, aos poucos você vai adquirindo seus testes.

Adicione nutrientes regularmente

Os principais nutrientes consumidos por corais são alcalinidade, cálcio e magnésio, então você deve fazer a reposição deles regularmente, conforme os testes forem indicando a diminuição dos níveis ideais.

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